Efeitos e importância da vitamina D para os Idosos
A Vitamina D proporciona muitos benefícios para o funcionamento dos nossos sistemas imunológico e muscular. Além disso, ela também é muito importante para a formação de ossos e dentes.
Mas será que seus efeitos são os mesmos depois que passamos dos 60 anos?
Criamos este artigo explicando um pouco sobre a importância dessa vitamina para os idosos e quais são os seus efeitos. Continue lendo!
O que é vitamina D?
A “vitamina D” é considerada um hormônio que atua como regulador do metabolismo ósseo, auxiliando no crescimento, imunidade, musculatura e em vários outros órgãos e sistemas como o sistema cardiovascular e o sistema nervoso central.
Ela pode ser obtida de 3 formas: por meio de sua produção natural no organismo com a exposição da pele à luz solar (ao redor de 80 a 90% da necessidade diária), ao consumir alguns alimentos ricos em Vitamina D, como é o caso de alimentos como peixes (p.ex.: salmão, atum e sardinha), óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e leite e também através da ingestão de suplemento vitamínico.
Qual é a função da vitamina D?
Essa vitamina possui funções essenciais no corpo, exercendo um papel muito importante para o funcionamento de órgãos e tecidos.
Ela age na regulação da concentração de cálcio e fósforo no organismo, auxiliando na absorção do cálcio no intestino e manutenção do nível dessas substâncias no sangue e atua no funcionamento adequado das células ósseas. Outro efeito interessante é a ação na função muscular, na qual a deficiência está relacionada à fraqueza muscular e a quedas em idosos.
Qual a importância da vitamina D para os idosos?
Há muitos estudos relacionando a vitamina D com a imunidade e prevenção de doenças cardiovasculares e cânceres, no entanto estes efeitos permanecem polêmicos. Os efeitos sobre os ossos e músculos apresentam maior comprovação científica. A deficiência causa osteoporose, redução da força muscular e quedas.
Com o avançar da idade, é comum idosos apresentarem deficiências de vitamina D, devido ao afinamento da pele interferindo diretamente no processo de produção natural da Vitamina D.
Entretanto, é necessário um maior cuidado tanto para o excesso, quanto para a deficiência de vitamina D em idosos. O excesso de vitamina D desencadeada com a suplementação de dose excessiva pode causar náuseas, vômitos, fraqueza, redução do apetite, desidratação e insuficiência renal.
Qual é o nível correto de vitamina D?
A alimentação correta e a exposição solar diária durante cerca de 10 a 15 minutos – preferencialmente entre 11:00 e 15:00 – são suficientes para a manutenção dos níveis normais de vitamina D no organismo. Ressalta-se que o horário recomendado para exposição solar aumenta o risco de câncer de pele.
O nível de 25-OH-vitamina D recomendado para a população geral é de 20ng/ml. No entanto, para idosos e situações específicas de maior risco de hipovitaminose D, como a osteoporose, síndrome de má absorção (p.ex: pós-operatório de cirurgia bariátrica e doença inflamatória intestinal) e uso de medicamentos que interferem no metabolismo da vitamina D (p.ex: corticoides), o nível recomendado é de 30ng/ml. Ressalta-se que nestes grupos descritos com maior risco de deficiência de vitamina D, a realização da dosagem de 25-OH-vitamina D está recomendada. A reposição da vitamina D depende de uma avaliação médica e deve empregar os valores acima descritos de 25-OH-vitamina D como alvo terapêutico.
Benefícios da vitamina D para os idosos
Além dos benefícios da vitamina D no funcionamento do nosso organismo de modo geral, nos idosos, esses benefícios se refletem sobretudo no fortalecimento dos ossos, diminuindo o risco de possíveis fraturas.
Outra vantagem para a pessoa idosa com a vitamina D é a redução de quedas em idosos e a manutenção da função muscular.
Para obter esses benefícios, além da exposição adequada ao sol e da suplementação, quando indicada, também é indicado consumir alimentos ricos em vitamina D. De forma geral, a alimentação saudável para os idosos é essencial para diminuir o risco de adoecer.
