Tecnologia assistiva para idosos: entenda os principais detalhes sobre esses equipamentos
Em tempos de modernidade, a tecnologia vem para facilitar a vida de todos, independente da idade ou condição de saúde.
Você já ouviu falar em Tecnologia Assistiva (TA)? É sobre ela que iremos falar neste artigo. Nele vamos apresentar o conceito da tecnologia assistiva para idosos, mostrar como é o seu funcionamento na prática e destacar a sua importância. Veja abaixo:
O que é Tecnologia Assistiva?
A tecnologia assistiva é o termo utilizado para definir recursos, dispositivos ou equipamentos que visam oferecer melhorias no dia a dia de pessoas idosas e/ou com alguma deficiência, promovendo, assim, a reabilitação e uma vida mais independente e inclusiva.
Qual é o objetivo da Tecnologia Assistiva?
O objetivo da tecnologia assistiva é tornar a vida das pessoas idosas e/ou com alguma deficiência mais independente e acessível. Ela abrange uma série de serviços, ferramentas e estratégias, com o propósito de ajudar essas pessoas nas suas habilidades funcionais, proporcionando uma maior liberdade, garantindo mais saúde, bem-estar, autonomia e um envelhecimento ativo.
A tecnologia assistiva é útil para quais funções humanas?
Ela é útil para otimizar funções básicas, uma vez que ela melhora o desempenho nas atividades diárias como alimentação, mobilidade, higiene pessoal e autocuidado, além de auxiliar também nas atividades mais complexas, como cozinhar, trabalhar, usar o computador e dirigir.
Qual sua importância para os idosos?
Devido ao avanço da idade, os idosos passam a necessitar de algumas adaptações e, às vezes, até de auxílio para realizar suas atividades diárias.
Através dessas tecnologias, é possível melhorar o seu dia a dia, resgatando habilidades que devido a condições de saúde específicas, foram comprometidas ao longo do tempo.
Quais são as tecnologias assistivas disponíveis?
Existem diferentes categorias de tecnologias assistivas.
Recursos:
Os Recursos são ítens, equipamentos, produtos ou sistemas fabricados em série ou sob medida utilizados para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência.
Eles podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Entre eles estão incluídas roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação postural, recursos para mobilidade manual e elétrica, e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.
Serviços:
Os serviços são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos.
Esses serviços são prestados profissionalmente à pessoa visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva, como exemplo, avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos.
Para isso é fundamental que seja realizada uma avaliação individual e criteriosa, sendo necessário uma escuta aprofundada das necessidades e das condições físicas da pessoa. Assim será avaliado e prescrito o recurso, e a alternativa mais viável.
Outras categorias de Tecnologia Assistiva são:
- Auxílios para a vida diária:
São materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras como: comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho, necessidades pessoais, manutenção da casa, etc.
- Sistemas de controle de ambiente:
Sistemas eletrônicos que permitem idosos ou pessoas com limitações locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de abertura de portas, janelas, cortinas e afins, de segurança, entre outros.
- Acessibilidade:
Criação de estruturas e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho como rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que possam retirar ou reduzir as barreiras físicas, facilitando a locomoção e o uso dessas áreas pelo idoso.
- Auxílios de mobilidade:
Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.
A tecnologia assistiva para idosos veio para facilitar o seu dia a dia. Entretanto, não se esqueça de que é muito importante consultar um profissional para verificar as melhores adaptações para cada caso.
O que a Legislação Brasileira diz sobre Tecnologia Assistiva? (Decreto 10.645 de 11/03/2021, Portaria 604 de 24/12/2013 e Lei 13.146 de 06/07/2015)
De acordo com a Legislação Brasileira, o SUS deve ser o maior provedor de dispositivos de TA para pessoas com deficiência ou incapacidade. A porta de entrada deve ser através do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) presente em todos os municípios, os centros de reabilitação, oficinas ortopédicas e serviços habilitados pelo ministério da saúde. Devido a compra ser realizada por meio de licitação, o processo pode ser um pouco demorado.
Existe como opção a linha de crédito – subsidiada pelo Governo Federal – para pessoas com deficiência oferecida pelo Banco do Brasil. Ela dá direito ao usuário de comprar dispositivos de TA a juros baixos.
Têm crescido cada vez mais o número de empresas particulares especializadas na produção e prescrição desses dispositivos.
É importante ressaltar que em todos os casos o dispositivo deve estar BEM PRESCRITO por um profissional especializado e capacitado
Algumas estatísticas sobre a TA
Nos países de baixa renda apenas 5% a 15% das pessoas com incapacidade têm acesso aos dispositivos. Isso se deve a falta de pessoal treinado e ao acesso aos dispositivos (MATTER et al., 2017).
As prescrições geralmente seguem o tradicional modelo clínico centrado na deficiência, porém são ineficazes. O raciocínio clínico deve ser modificado e focado na funcionalidade da pessoa para evitar o abandono do dispositivo e melhorar a eficácia e a efetividade (BRACCIALLI et al., 2019).
Estudos indicam que a taxa de abandono é de 30% mas há variação entre países, estados e municípios do Brasil. Provavelmente, isso ocorre devido a discrepâncias entre os serviços de financiamento, dispersão e as políticas regionais (BRACCIALLI et al., 2019).
Fatores citados como justificativas de abandono de dispositivos de TA
- Falta de participação do indivíduo na seleção;
- Desempenho ineficaz do dispositivo;
- Mudanças nas necessidades do indivíduo;
- Falta de treinamento do indivíduo;
- Dispositivo inadequado às necessidades do indivíduo;
- Falta de aceitação social;
- Dispositivos de uso complicado;
- Falta de motivo para o uso;
- Falta de conhecimento;
- Dispositivo com aparência, peso e tamanho esteticamente não aprovados
